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Consórcio de resíduos quer recursos federais
 


| 28/07/2010 | DCI

DCI - 28/07/2010

CAMPINAS - Os prefeitos das cidades de Sumaré, Hortolândia, Monte Mor, Nova Odessa, Americana e Santa Bárbara d'Oeste que integram o Consórcio Intermunicipal de Manejo de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Campinas (RMC), conhecido como Consórcio Regional do Lixo da Região Metropolitana de Campinas, seguem hoje para Brasília (DF), com o objetivo de pleitear verbas para uma possível implantação de uma usina de processamento de lixo.

Na última reunião do consórcio, realizada na quinta-feira passada em Nova Odessa, foi apresentado o Diagnóstico da Situação dos Resíduos Sólidos da RMC e Seus Cenários, realizado pela Emplasa e Agemcamp (Agência Metropolitana de Campinas). Duas empresas participantes do Procedimento de Manifestação de Interesse, o Consórcio Anhanguera e Revita Energia S.A. apresentaram seus projetos para implantação de usina de beneficiamento de resíduos sólidos para atender as cidades consorciadas.

A proposta do Consórcio Anhanguera é implantar uma unidade com capacidade de processar 600 toneladas de resíduos por dia. A usina teria setor de seleção de materiais reciclados, compostagem e incineração por meio de caldeiras para que seja gerada energia. O Consórcio Anhanguera informou que a usina teria capacidade de produzir 14 mega watt/dia, potência suficiente para abastecer uma população de 150 mil habitantes por dia.

O consórcio pretende utilizar a tecnologia Combustível Derivado dos Resíduos, de biodigestor, para aproveitamento dos gases da queima do lixo. Para construir a usina, o consórcio investiria cerca de R$ 173 milhões, com recursos próprios. O Consórcio Anhanguera, formado por quatro empresas, pede R$ 62 por tonelada de lixo recebida. Os seis municípios juntos produzem 570 toneladas de resíduos por dia, o custo diário seria de R$ 35,3 mil e o mensal de R$ 1 milhão. Já a proposta da Revita Energia S.A. prevê a incineração por meio de caldeiras de todos os resíduos coletados e produção de energia por um método conhecido por mass burning de queima in natura do lixo. Para a implementação desta usina ela teria custo estimado de R$ 195 milhões, e metade deste valor deverá ser custeado pelo consórcio. A Revita quer R$ 70 por tonelada, o que daria um custo diário de R$ 39,9 mil e o mensal de R$ 1,2 milhão.

Sumaré

O prefeito de Sumaré e presidente do consórcio, José Antonio Bacchim, disse que com a apresentação das propostas, o consórcio vai se reunir no dia 2 de agosto em Nova Odessa, para avaliar o que foi apresentado e a viabilidade com o Plano de Manejo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para definir qual a tecnologia poderá ser adotada, conforme a realidade financeira.

Segundo o prefeito, o encontro valeu a pena e foi importante para as definições de como as coisas deverão ser encaminhadas, a partir de agora. "A reunião foi produtiva e forneceu importantes informações para que possamos formatar uma proposta viável e que beneficie nossas cidades.

As diretrizes apresentadas foram importantes e acredito que temos em mãos projetos bases em condições de podermos ir ao Ministério do Meio Ambiente e pleitear de forma concreta a aquisição de recursos para a implementação de tecnologia voltada ao processamento dos resíduos sólidos." A criação do Plano Integrado de Resíduos Sólidos do "Consórcio do Lixo" foi viabilizado por um convênio do órgão com o Ministério do Meio Ambiente. O estudo é feito pelo Laboratório Fluxus, do Departamento de Saneamento e Energia da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp.

Diretrizes

Há algumas diretrizes apontadas pelas cidades para serem realizadas imediatamente. Entre elas, estão a criação de leis específicas que obriguem a reciclagem do óleo de cozinha, a regulamentação das atividades dos caçambeiros, o aproveitamento de resíduos de Construção Civil, a instalação de uma "biblioteca amigável" entre as seis cidades, para disponibilização dos trabalhos do Consórcio, e a implantação de projetos de Educação Ambiental, além da realização de uma pesquisa periódica com a população sobre a coleta de lixo.

O prefeito Bacchim destacou que a ida à Brasília é mais uma frente de ação, e lembrou que está em fase final de elaboração do Plano de Manejo de Resíduos Sólidos - sendo desenvolvido pela Unicamp. Além do prefeito de Sumaré seguem a Brasília os prefeitos de Hortolândia, Ângelo Perugini; Nova Odessa, Manoel Samartin; Monte Mor, Rodrigo Maia; Americana, Diego Denadai e de Santa Bárbara d'Oeste, Mário Heins. O prefeito de Hortolândia, Ângelo Perugini acredita que com essa força política é possível articular com o governo federal na busca de garantir recursos importantes para a implantação da usina do lixo na região.





 
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