Por determinação do Ministério da Justiça, uma comissão, integrada por representantes da Funai e da Polícia Federal se deslocará hoje para Aripuanã, norte do Estado, onde fica a sede da hidrelétrica invadida, para negociar a libertação dos reféns e a solução do impasse. Os controladores do empreendimento também entram hoje com pedido de reintegração de posse.
A ocupação da usina foi feita pela manhã por cerca de 300 guerreiros, liderados por caciques das etnias Arara e Cinta Larga. Os cintas largas procedem da mesma região de Rondônia, a Reserva Roosevelt onde, em 2004, foram massacrados 29 garimpeiros. Os primeiros relatos da invasão são imprecisos, mas não há registro de mortos ou de confronto entre índios e operários.
Maior hidrelétrica de Mato Grosso, Dardanelos vai integrar ao Sistema Nacional 36 cidades atendidas por térmicas na região. A usina é uma das duas que tiveram construção autorizada no último no leilão de energia nova promovido pela Aneel.