Jornal do Brasil - 27/07/2010
Estatal estuda 11 empresas de geração ou transmissão para investir
A Eletrobras vai participar do mercado americano de energia, adquirindo participações societárias de até 10% em pequenas empresas de transmissão ou geração para aproveitar a política do presidente, Barack Obama, de limpar a matriz energética dos Estados Unidos. Estão em avaliação 11 oportunidades e seriam investidos no projeto entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões.
Temos grande experiência em hidrelétricas e linhas de transmissão e queremos participar desses leilões que vão ocorrer daqui a um certo tempo nos EUA disse o superintendente de operações internacionais da Eletrobras, Sinval Gama, durante evento na Coppe/UFRJ, que auxilia a estatal nos estudos internacionais.
A compra de pequenas participações em empresas do setor energético americano serviria para conhecer o mercado dos Estados Unidos. Para conhecer as regras, a contabilidade, a legislação, o mercado, para quando tiver os leilões, a gente estar preparado.
Gama disse que o mercado americano é muito líquido. Têm muitas empresas que podemos comprar 4%, 5% (do capital). A estatal está analisando algumas empresas, acompanhando os balanços trimestrais e resultados.
Uma coisa bem pequena, porque não é para ter ativos. É para ter assento lá dentro e começar a descobrir como funciona o modelo, quais são as regras, como é que participa, como é que entra e opera.
O superintendente admitiu que poderá ser tanto uma hidrelétrica, como de fonte alternativa de energia: A gente está pensando naquela que der a maior sinergia. Como os Estados Unidos têm maior número de usinas eólicas, é mais provável que a Eletrobras opte por uma empresa dessa fonte alternativa, além de linhas de transmissão.
O processo, entretanto, deve ser efetivado somente no próximo ano. Não há um cronograma firme, porque a empresa ainda está em busca de oportunidades. Já foram descartadas algumas companhias. Gama não quis mencionar em que estados as possíveis empresas estariam sediadas.
A estatal está desenvolvendo estudos para investir também na América do Sul. O projeto inclui a construção de uma usina binacional com a Argentina, cinco empreendimentos no Peru, uma usina na Colômbia, uma linha de transmissão em parceria com a Venezuela, duas usinas na Nicarágua, duas na Costa Rica, uma em El Salvador e uma em Honduras, além da integração com a Guiana.