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Procon-SP autua Eletropaulo e Bandeirante Energia por apagões
 


| 17/03/2010 | Folha de São Paulo

 

EDUARDO GERAQUE
DA REPORTAGEM LOCAL

Transformadores de energia sem manutenção e linhas de transmissão antigas agravaram os problemas de falta de luz deflagrados pelas chuvas em SP, no entender do governo do Estado. Por isso, ontem, o Procon resolveu autuar a Eletropaulo e a Bandeirante Energia.
"As interrupções e a demora no restabelecimento também estão ligadas às operações das empresas", disse Roberto Pfeiffer, diretor do Procon-SP.
A Eletropaulo, ontem, disse que vai se pronunciar apenas depois da notificação. A Bandeirante Energia não respondeu ao contato da Folha.
O processo administrativo pode resultar em multas de até R$ 3,2 milhões e durar até seis meses. O trâmite corre internamente no Procon.
Segundo Pfeiffer, a avaliação do órgão saiu de documentos fornecidos pelas próprias concessionárias, há mais de um mês. No dia 8 de fevereiro, a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania chamou 11 empresas de energia do Estado para prestar esclarecimentos.
As concessionárias paulistas não encontraram problemas para restabelecer a energia apenas nos grandes temporais de janeiro e início de fevereiro.
A chuva deste domingo, por exemplo, ainda deixava sequelas na cidade ontem, quase 48 horas depois do temporal.
Na Vila Madalena, zona oeste, Mário Garbin, 87, que depende da energia para sobreviver -precisa de uma máquina que o ajuda a respirar- ficou praticamente dois dias sem luz. A Eletropaulo religou a luz na casa onde vive a família só no início da noite de ontem.
A interrupção da energia ocorreu porque uma árvore caiu sobre o muro da residência. Segundo a empresa de energia, a reclamação da falta de luz chegou só na segunda.

Apagões vão render R$ 6 mi a clientes no Rio

DA SUCURSAL DO RIO

Light e Ampla vão devolver, juntas, R$ 6 milhões a clientes que sofreram com falta de luz em janeiro. As contas com os ressarcimentos chegarão em abril. Os recursos correspondem à reversão, para os clientes, das multas aplicadas às empresas pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
Cálculo da Aneel no fim de 2009 apontava que os consumidores brasileiros receberiam, pelo menos, R$ 180 milhões neste ano como ressarcimento pelos cortes promovidos, ante R$ 130 milhões em 2008.





 
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