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imgRegras de comercialização vão considerar consumo líquido de autoprodutores
A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou, no dia 15 de julho, a alteração nas Regras de Comercialização que se referem ao cálculo do Encargo por Razão de Segurança Energética, do Encargo de Serviço do Sistema.
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  imgReforma tributária está pronta, mas votação será em agosto
A apresentação e votação do relatório final da reforma tributária (PECs 233/08, 31/07 e outros) ficou para agosto. O relator, deputado Sandro Mabel (PR-GO), disse que seu parecer já está pronto e apresenta os pontos consensuais. (leia mais)

ChinagliaChinaglia vai convocar sessão para votação em 4 de agosto
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, vai convocar sessão deliberativa para o dia 4 de agosto - uma segunda-feira -, ainda que a extensão da pauta dependa de negociação com lideranças partidárias. (leia mais)
  imgLobão: Brasil está preparado para maior demanda de energia
AO ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, assegurou aos deputados em Brasília que o governo está preparado para atender à demanda de crescimento de Energia e de combustíveis. "Aumentamos os investimentos em planejamento e pesquisa em Energia de forma estratégica, a fim de que assegurar o crescimento da economia e a demanda da sociedade", afirmou. (leia mais)

imgMercado livre: aprovada resolução sobre procedimentos para contratos de comercialização
A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou no dia 8 de julho, resolução normativa que estabelece critérios e procedimentos para informação, registro, aprovação ou homologação dos contratos de comercialização de energia elétrica. (leia mais)
  Érico SommerEnergia: motor, não âncora da economia
Energia cara é âncora pesada demais para ser arrastada, ainda que os ventos conjunturais soprem positivos para o Brasil.
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18 a 20 de agosto de 2008
Pestana Rio Atlântica Hotel Rio de Janeiro - RJ

Legal Gas Forum

A Visão oficial do governo e do setor produtivo sobre os assuntos legais da indústria de Gás Natural Nacional. Inscrições e informações:
www.iqpc.com
  5 a 7 de agosto de 2008 Windsor Barra Hotel
Rio de Janeiro - RJ

Energy Summit 2008

O objetivo do Energy Summit 2008 é abordar todas as formas de produção e utilização de energia, por meio de painéis especiais destinados à apresentação dos temas relativos ao Gás Natural, Integração Energética Regional, Biomassa, Biocombustíveis e demais temas correlatos, discutindo os melhores caminhos para a utilização, complementariedade e vocação de cada energético. Inscrições e informações: www.energysummit.com.br
27 a 29 de agosto de 2008
Blue Tree Towers Faria Lima São Paulo - SP

Seminário de Barragens

Os recentes rompimentos de barragens e os demais reflexos do aumento da demanda por energia na construção dos novos projetos. Inscrições e informações: http://www.ibcbrasil.com.br/
rodape da agenda

Regras de comercialização vão considerar consumo líquido de autoprodutores

Agência CanalEnergia

A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou, no dia 15 de julho, a alteração nas Regras de Comercialização que se referem ao cálculo do Encargo por Razão de Segurança Energética, do Encargo de Serviço do Sistema. Segundo o processo analisado pela diretoria da Aneel, as regras vão considerar o consumo líquido de autoprodutores que possuem centrais geradoras, localizadas ou não no centro de consumo. A ABIAPE foi uma das principais defensoras da proposta.

Com a decisão, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica deverá recontabilizar as operações efetuadas no mercado de curto prazo a partir de 20 de dezembro de 2007, data da resolução 08/2007. A resolução estabeleceu que o custo variável unitário de usinas despachadas por determinação do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico ou por ultrapassagem da curva de Aversão ao Risco não deveria ser utilizado para a determinação do Preço de Liquidação de Diferenças.

Após a divulgação das contabilizações e liquidações de janeiro e fevereiro deste ano, constatou-se que o pagamento do ESS relativo à segurança energética estava baseado no consumo bruto dos agentes de autoprodução.

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Reforma tributária está pronta, mas votação será em agosto

Mabel: "Reforma tributária é um assunto complexo. Não se pode aprová-la na comissão e deixá-la sem votar no plenário."

Laycer Tomaz

A apresentação e votação do relatório final da reforma tributária (PECs 233/08, 31/07 e outros) ficou para agosto. O relator, deputado Sandro Mabel (PR-GO), disse que seu parecer já está pronto e apresenta os pontos consensuais. No entanto, ele considera ideal que a votação em plenário ocorra imediatamente após a votação na comissão especial.

Segundo Mabel, o adiamento se deve à dificuldade dos líderes partidários em chegar a um acordo quanto à pauta do Plenário, trancada por medidas provisórias. "Reforma tributária é um assunto complexo. Não se pode aprová-la na comissão e deixá-la sem votar no plenário", argumentou.

Eleições
O presidente da comissão especial, deputado Antonio Palocci (PT-SP), espera que a votação ocorra em agosto, sem interferência das eleições municipais. "Estamos otimistas. Poderemos fazer isso antes das eleições. Não há motivos para que uma votação como essa tenha alguma interferência politico-eleitoral", comentou.

Prazo
Desde abril, a Comissão Especial da Reforma Tributária promoveu um amplo debate com entidades governamentais e da sociedade civil em busca do consenso para a matéria. Palocci lembrou que se comprometeu, inicialmente, a não pedir a prorrogação do prazo da comissão, que vence em meados de agosto. "Se nesse período a presidência da Câmara e os líderes não definirem a votação em plenário, vou convocar a comissão para decidir (sobre a matéria)."


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Chinaglia vai convocar sessão para votação em 4 de agosto

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, vai convocar sessão deliberativa para o dia 4 de agosto - uma segunda-feira -, ainda que a extensão da pauta dependa de negociação com lideranças partidárias. Ele afirmou que não está preocupado com uma eventual falta de quorum, pois o período das festas juninas demonstrou que é possível manter as votações em plenário em épocas de tradicional ausência dos parlamentares em Brasília.

Cronograma
Chinaglia também afirmou que só discutirá um calendário de votações para os meses de agosto e setembro depois de avaliar com os líderes se o processo de obstrução dos trabalhos em plenário será mantido. Ele disse que, mesmo que alguns partidos insistam na obstrução, ele ainda vai tentar negociar um acordo para que o Plenário consiga deliberar nesses dois meses.

Chinaglia

Chinaglia: sessão será convocada ainda que a extensão da pauta dependa de negociação com os líderes.

"Eu levei uma proposta [aos líderes] que era a de trabalharmos normalmente no período pré-eleitoral, mas sei que, em período de campanha, exigir que deputados, senadores, ministros, governadores fiquem ausentes das disputas não é exatamente o que ocorre em todos os anos. Porém, como está havendo obstrução e temos medidas provisórias trancando a pauta, só vou discutir alteração no calendário normal de trabalhos depois que superarmos o que tranca a pauta e estabelecermos metas",
declarou.

Prioridades
Em relação às prioridades para o segundo semestre, ele reiterou que quer votar a PEC 511/06, que muda o rito de tramitação das MPs, e a reforma tributária (PECs 233/08, 31/07 e outras). A sua intenção é votar as duas propostas antes das eleições, mas ele admite a possibilidade de analisá-las depois do pleito de outubro, caso não haja quórum adequado.

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Lobão: Brasil está preparado para maior demanda de energia

J.Batista

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, assegurou aos deputados em Brasília que o governo está preparado para atender à demanda de crescimento de Energia e de combustíveis. "Aumentamos os investimentos em planejamento e pesquisa em Energia de forma estratégica, a fim de que assegurar o crescimento da economia e a demanda da sociedade", afirmou.

Lobão (E): "Aumentamos os investimentos em planejamento e pesquisa em energia de forma estratégica."

O ministro participou da audiência pública realizada pela Comissão de Minas e Energia para debater a política energética. O encontro foi sugerido pelos deputados Brizola Neto (PDT-RJ), Arnaldo Vianna (PDT-RJ), José Carlos Aleluia (DEM-BA), José Otávio Germano (PP-RS), Rose de Freitas (PMDB-ES), José Fernando Aparecido de Oliveira (PV-MG) e Eduardo Sciarra (DEM-PR).

Lobão informou que o plano decenal para o setor (2007-2016) prevê recursos de R$ 168 bilhões para a geração e transmissão de Energia. Para o setor de petróleo, gás e biocombustíveis, o montante previsto é de R$ 266 bilhões. Lobão complementou que, para intensificar a pesquisa e o desenvolvimento do setor, foi criada a Empresa de Pesquisa Energética e, para realizar o planejamento estratégico de longo prazo, foi instituído o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico.

Argentina e Bolívia

O deputado Eduardo Sciarra (DEM-PR) disse que a exportação de Energia para a Argentina pode causar prejuízo ao consumidor brasileiro. Lobão respondeu que o contrato não acarretará prejuízo algum para o Brasil. "A Energia enviada aos argentinos provém de termelétricas que estavam desativadas e foram reativadas exclusivamente para atender à necessidade momentânea da Argentina. Portanto, essa Energia não nos faz falta e não trará prejuízos à economia brasileira", reforçou.

O deputado Simão Sessim (PP-RJ) pediu esclarecimentos sobre o fornecimento de gás boliviano e alertou que seu estado foi um dos mais prejudicados com a recente crise. Lobão respondeu que o problema já foi superado. "Agora as perspectivas são otimistas, inclusive com o aumento do fornecimento de gás natural, o que nos leva a afirmar, com segurança, que, além de não haver mais risco de desabastecimento, já negociamos um percentual suficiente para atender as necessidades do setor industrial", explicou.

Risco das termelétricas

O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) alertou para os riscos das usinas termelétricas, que, em sua opinião, apresentam custo elevado e baixo rendimento. "É preferível investir em Energias alternativas, de fontes renováveis, em vez de usinas termelétricas", disse Aleluia.

Lobão respondeu que os investimentos em fontes renováveis fazem parte das prioridades do governo. "Nossa meta é que as Energias limpas passem de 9% para 24% da matriz energética brasileira até 2016", afirmou. Em relação às termelétricas, Lobão disse que elas representam apenas mais uma opção do governo, "com toda a precaução e prudência que o assunto requer", complementou.

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Mercado livre: aprovada resolução sobre procedimentos para contratos de comercialização

por Fábio Couto Agência CanalEnergia

A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou no dia 8 de julho, resolução normativa que estabelece critérios e procedimentos para informação, registro, aprovação ou homologação dos contratos de comercialização de energia elétrica. O tema foi debatido na audiência pública 031/2008, por intercãmbio documental, entre 15 e 30 de maio. O tema recebeu 48 contribuições de 17 instituições, sendo mais de 50% aproveitadas - total ou parcialmente - pela reguladora.

Segundo a Aneel, as contribuições focaram basicamente a respeito da publicação, pela agência, das informações relativas à comercialização no mercado livre. A preocupação dos agentes girava em torno de uma eventual quebra de confidencialidade. A maneira de divulgação das informações dos contratos firmados no ambiente de contratação livre será formalizado por um Procedimento de Comercialização específico, que será elaborado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e aprovado pela Aneel.



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Energia: motor, não âncora da economia

Energia cara é âncora pesada demais para ser arrastada, ainda que os ventos conjunturais soprem positivos para o Brasil.

Érico Sommer

Érico Sommer - Diretor de engenharia, energia e meio ambiente da Gerdau, presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace) e Conselheiro da ABIAPE.

Se, por um lado, espera-se que o país aproveite a maré da conquista do atestado de confiabilidade internacional traduzido pelo investment grade e singre os mares da abundância de reservas cambiais acumuladas, por outro, a falta de competitividade no setor energético compromete a desenvoltura da nação rumo a um porto de crescimento e desenvolvimento econômico.

O ano de 2008 começou com âncora arrojada ao fundo: em fevereiro, o preço do MWh no mercado livre chegou a mais de R$ 500 e, no primeiro trimestre, os custos de Encargos de Serviços do Sistema (ESS) decorrentes do acionamento das térmicas chegaram a R$ 680 milhões na conta dos consumidores. É uma amarra e tanto.

O setor energético é tão sensível a esses custos porque energia é o produto de quem gera e, ao mesmo tempo, é insumo para quem produz. Eletricidade está no início da atividade econômica e se seus custos são elevados, toda a produtividade nacional ficará comprometida nas esferas subseqüentes.

Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), feito por encomenda da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), prevê uma redução de 7,1 pontos percentuais no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil entre 2005 e 2015 em decorrência do cenário de elevação do preço da energia. O Índice de deesenvolvimento Humano do país, hoje calculado em 0,792, ficaria em miúdos 0,813, com energia cara, e em 0,825, se os preços da energia se mantivessem mais estáveis até 2015. A renda per capita do brasileiro também subiria bem menos em função da energia mais custosa. Com energia cara, a alta seria de 19,1% até 2015; com energia a preços estável, 31,5% no período.

Energia a preços competitivos, conclui-se, é fundamental para o desenvolvimento do país, mas a elevação de custos desse insumo é uma tendência mundial. Por isso, a Abrace defende a redução de encargos setoriais como política de incentivo aos investimentos e à produtividade. Todos sairiam ganhando: os empresários produziriam mais, o governo arrecadaria mais impostos e os consumidores sentiriam o efeito do barateamento da energia diretamente na conta de luz e indiretamente nos produtos e serviços que adquire.

Impor oito encargos sobre uma atividade tão básica para a produção é exigir que embarcação navegue com peso excessivo, sob risco constante de naufrágio. Além disso, o ambiente de tributos do setor elétrico requer uma depuração dos encargos, muitos mal formulados, inadequados e superpostos.

Um exemplo de cobrança injusta é a do próprio ESS. A Abrace concorda que a indústria contribua com a segurança energética, mas não se pode admitir que qualquer gasto seja atribuído à rubrica do ESS e que só os consumidores residenciais e industriais arquem com o encargo, enquanto todo o setor elétrico desfruta dos benefícios da segurança energética. É justo que geradores, comercializadores e distribuidores também participem nesse rateio.

Outro exemplo ruim é a Reserva Global de Reversão (RGR), criada em 1957 para financiar a União na possível reversão de concessões do serviço público de energia elétrica. Em 51 anos, a RGR até foi atualizada e passou a custear investimentos em distribuição em áreas de baixa renda e em fontes de energia alternativas. Os motivos para o encargo são bons, mas sua ineficiência está na superposição com outros cinco encargos setoriais.

A RGR concorre com o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), com a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e com o Fundo de Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética, com o Custo da Conta de Compensação de Combustíveis Fósseis do Sistema Isolado (CCC Isol) e com a Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (CFRUH).

Cada um desses encargos também tem seus pontos a serem criticados, mas a RGR, evidentemente, não faz sentido. Onerar a energia, aliás, não faz sentido. Especialmente em um país que precisa tanto produzir, crescer, diversificar sua atividade econômica, assumir definitivamente o posto de grande nação, sempre sugerido no futuro, mas jamais alcançado no presente.

EXPEDIENTE

Conselho Diretor
Presidente: Otávio Carneiro Rezende
Vice-presidente: Vânia Lúcia Chaves Somavilla

Diretoria Executiva
Presidente: Mário Luiz Menel da Cunha
Vice-presidente: Cristiano Abijaode Amaral
Diretor de Relações Institucionais: Marcelo Liviero C. de Moraes

Projeto Editorial
Profissionais do Texto e CanalEnergia

Jornalista Responsável: Bernardo Brandão (MTB 6817-DF)
Contatos: (61) 3327-0050 - bernardo@ptexto.com.br

ABIAPE - Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução
de Energia Elétrica

SCN QD 04 - Edifício Centro Empresarial Varig
Sala 101 - Brasília - DF - CEP: 70310-500

Tel: (61) 3326.7122
Fax: (61) 3327.0925

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