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Setor elétrico precisa de articulação institucional na reforma tributária, diz deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP)
O deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), integrante da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, defendeu no "Fórum CanalEnergia: Impactos da Reforma Tributária para o Setor Elétrico", em Brasília, uma maior articulação dos agentes do setor elétrico para obter uma visão uniforme das propostas a serem feitas para a Proposta de Emenda Constitucional 233/2008, que trata da reforma tributária em curso no Congresso Nacional.
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  Artigo:Congresso Nacional precisa consolidar leis de energia
Há um silencioso trabalho, do tamanho de uma Itaipu, sendo realizado no Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados, sob o argumento de conferir segurança jurídica e regulatória as normas brasileiras referentes ao setor elétrico, aceitou o desafio de consolidar mais de 40 leis expedidas em quatro modelos econômicos distintos e em seis constituições federais diferentes.
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Sacha Calmon vê risco de aumento de carga tributária para setor elétrico com reforma
A carga tributária do setor elétrico pode aumentar mesmo com a reforma tributária em curso no Congresso Nacional, na avaliação do professor Sacha Calmon, especialista em direito tributário. Segundo ele, a criação e reestruturação de impostos abre espaço para aumento de alíquotas e bitributação.
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  José Otávio Germano
(PP-RS) vê dificuldades na redução da carga tributária

O deputado José Otávio Germano (PP-RS), vice-presidente para o setor de energia da Frente Parlamentar em Defesa da Infra-Estrutura, avalia que será difícil ocorrer redução da carga tributária, que é tema da reforma constitucional em curso, por conta das brechas que abrem espaço para aumentar arrecadação.
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Sandro Mabel : reforma tributária será votada em julho
O relator da Comissão Especial da Reforma Tributária (PECs 233/08, 31/07 e outras), deputado Sandro Mabel (PR-GO), avisou em audiência pública no Congresso Nacional que seu parecer à matéria será votado em 2 de julho. (leia mais)

 
2 a 4 de Junho de 2008 - Hotel HN Della Volpe - São Paulo - SP

Congresso Energy Trading Brasil 2008

Ao encontro do futuro da indústria de comercialização de energia do Brasil


Informações e Inscrições:
  De 17 a 18 de junho de 2008 Golden Tulip Park Plaza São Paulo - SP

6ª Conferência Anual Pequenas Centrais Hidrelétricas

Com o risco de um possível apagão e ainda pelas vantagens das Pequenas Centrais Hidrelétricas, frente às usinas maiores, houve um crescente interesse por este mercado. Informações e inscrições: http://www.ibcbrasil.com.br
1 a 3 de julho de 2008 - Blue Tree Towers Morumbi - São Paulo - SP

Hydro Generation Summity 2008 - Fórum Nacional de Geração Hidrelétrica & PCHs

A visão do setor produtivo acerca das perspectivas para o desenvolvimento da geração hídrica será um dos temas do evento. Informações e inscrições: www.iqpc.com
rodape da agenda

Setor elétrico precisa de articulação institucional na reforma tributária, diz deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP)

Fábio Couto,
Agência CanalEnergia

O deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP), integrante da Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, defendeu no "Fórum CanalEnergia: Impactos da Reforma Tributária para o Setor Elétrico", em Brasília, uma maior articulação dos agentes do setor elétrico para obter uma visão uniforme das propostas a serem feitas para a Proposta de Emenda Constitucional 233/2008, que trata da reforma tributária em curso no Congresso Nacional. Segundo ele, a unificação do setor significará um salto de qualidade no momento da articulação política com o Congresso. O evento contou com o apoio da ABIAPE.

O deputado Arnaldo Jardim
(PPS-SP) participou do "Fórum CanalEnergia: Impactos da Reforma Tributária para o Setor Elétrico", em Brasília

Para o congressista, a formulação, integrada pelas diversas entidades setoriais, de uma proposta de reforma é necessária pois a atuação individual não traz efeitos práticos junto aos deputados e senadores. Jardim avalia que ainda há possibilidade de votação, pelo plenário, da proposta consolidada de reforma ainda este ano, por conta do empenho pessoal do presidente da Câmara dos Deputados, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Na visão dele, porém, o setor elétrico sofre risco de ter elevação de carga tributária diante do acionamento, pelo governo, do mecanismo de aplicação de encargos setoriais, permitindo a concentração de recursos na União. Jardim também identificou como risco a possibilidade de cobrança de alíquotas adicionais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, além da possibilidade de fixação dos percentuais pela maior alíquota.

O deputado afirmou ainda que apresentará à PEC uma emenda global que impede a incidência de novos tributos sobre o setor elétrico e outra, aditiva, que concede tratamento diferenciado para projetos de fontes alternativas de energia, em especial voltados para cogeração.


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Artigo:Congresso Nacional precisa consolidar leis de energia

Luiz Antonio Ugeda Sanches

Há um silencioso trabalho, do tamanho de uma Itaipu, sendo realizado no Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados, sob o argumento de conferir segurança jurídica e regulatória as normas brasileiras referentes ao setor elétrico, aceitou o desafio de consolidar mais de 40 leis expedidas em quatro modelos econômicos distintos e em seis constituições federais diferentes.

A Câmara dos Deputados aceitou o desafio de consolidar mais de 40 leis expedidas em quatro modelos econômicos distintos e em seis constituições federais diferentes

A linearidade normativa também é necessária para que os cidadãos, de fato, conheçam as leis. O Deputado Cândido Vacarezza (PT-SP), presidente do grupo encarregado em avaliar as 180 mil leis brasileiras, tem a missão de consolidar as que estão em vigor, e acredita ser possível transformá-las em até mil, eliminando as revogadas, caducadas, as repetidas e as colidentes.

O trabalho se torna relevante quando se analisa as histórias de sucesso e decepções no centenário setor elétrico brasileiro. O primeiro projeto de lei, desenvolvido em 1904 pelo deputado Homero Batista e pelo jurista Alfredo Valadão, passou pela Primeira Grande Guerra e pela quebra da bolsa de valores de Nova York até se transformar no Código de Águas, decretado em 1934 no governo Vargas.

Compete privativamente à União legislar sobre energia elétrica desde a Constituição Federal de 1934. Assim, o fornecimento de energia elétrica passou a ser um serviço público federal, prestado diretamente pela União ou sob regime de concessão ou permissão. Com isso, iniciou-se a federalização dos serviços e a intervenção do Estado na atividade econômica, uma vez que cabia à Divisão de Águas do Departamento Nacional de Produção Mineral fiscalizar a produção, a transmissão, a transformação e a distribuição de energia hidrelétrica. Havia o tríplice objetivo, previsto Código de Águas, de assegurar serviço adequado, fixar tarifas razoáveis e garantir a estabilidade financeira das empresas.

O modelo federalizado durou até os anos 50, quando a decisão de governo de industrializar o país e controlar a produção da energia elétrica no pós-guerra, aliado à descapitalização da iniciativa privada para investimento em capital intensivo, levou o Estado a estatizar empresas privadas. Tal fato propiciou a criação da CHESF (Decreto-Lei 8.031/45), de empresas estaduais (como a CESP, Cemig e Copel), do Ministério de Minas e Energia (1960), Eletrobrás (Lei 3.890-A/61) e Itaipu (Lei 5.899/73). Nesse último caso, houve grande inovação jurídica trazida por Miguel Reale, que foi a criação do conceito de "empresa binacional", tanto em voga nos dias atuais. Atribui-se igualmente ao ilustre mestre a criação da primeira assessoria técnico-legislativa do país.

Houve grande expansão no sistema elétrico até a década de 80 quando, frente ao esgotamento da capacidade de investimento do Estado, o alto nível de ingerência política nas empresas, que ocasionaram a contenção de tarifas, e a inadimplência intra-setorial generalizada, o Congresso Nacional, por iniciativa do Poder Executivo, tomou a decisão política de se criar o Programa Nacional de Desestatização.

Tal iniciativa objetivou reordenar a posição estratégica do Estado, tornando-o mínimo; reestruturar economicamente o setor público, por meio de melhoria do perfil e da redução da dívida pública líquida; permitir a retomada de investimentos pelas empresas privadas, bem como sua efetiva reestruturação; viabilizar a concentração de esforços da Administração Pública em atividades mais fundamentais; e contribuir para o fortalecimento do mercado de capitais. Eram os ventos liberais que estavam em voga na década de 90 mundo afora, que pregavam a reforma gerencial que culminaria no Estado mínimo.

O modelo liberal foi fortemente contestado, principalmente por força da opção pelo modelo de privatização pelo maior preço, e não a menor tarifa, fato que fez com que a sociedade acatasse a tese de que a privatização teve uma contraprestação muito aquém do que o esperado. Para o setor elétrico, o contingenciamento de suprimento de 2001 e o modelo de contratação setorial, em que geradoras podiam vender energia com preços livremente pactuados com distribuidoras de um mesmo grupo acionário, foram os grandes estopins para reforma subseqüente. Assim, em 2004 houve a instituição do atual modelo setorial que, dentre suas premissas básicas, objetivou garantir a segurança de suprimento de energia elétrica; promover a modicidade tarifária, por meio da contratação eficiente de energia para os consumidores regulados; e incentivar a inserção social no Setor Elétrico.

A consolidação da legislação da energia parte do pressuposto de que, no cenário político atual, não é possível obter consenso na sociedade para se criar um código. A consolidação tem a grande virtude de não inovar o que existe, mas apenas harmonizar os princípios e as terminologias adotadas em momentos políticos distintos.

E isso não é pouco. Como exemplo, qual será a conceituação a ser padronizada, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) "regula" ou "regulamenta"? Atuamos no setor "elétrico" ou de "energia elétrica"? As distribuidoras têm "consumidores" ou "usuários", como conceitua a Constituição Federal? São discussões que não passarão despercebidas pelos doutrinadores e magistrados, com efeitos diversos nesse setor que atua na base da cadeia produtiva brasileira.

Esperamos que Valadão e Reale inspirem o deputado Arnaldo Jardim (PPS/SP), grande fiador do projeto de consolidação em energia elétrica, que apresentou os primeiros trabalhos em audiência pública na Câmara dos Deputados no último dia 5 de março, para manter seu reconhecido senso arguto no alcance desse grande objetivo da sociedade brasileira.

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Sacha Calmon vê risco de aumento de carga tributária para setor elétrico com reforma

Fábio Couto,
Agência CanalEnergia

A carga tributária do setor elétrico pode aumentar mesmo com a reforma tributária em curso no Congresso Nacional, na avaliação do professor Sacha Calmon, especialista em direito tributário. Segundo ele, a criação e reestruturação de impostos abre espaço para aumento de alíquotas e bitributação.

Isso porque, explicou, a proposta do governo prevê a criação do Imposto sobre Valor Adicionado Federal e a cobrança de uma alíquota unificada do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços "por dentro", ou seja, o próprio imposto também entra na base de cálculo.

Para ele, não há base jurídica para o artifício, que é uma forma de ocultar a verdadeira alíquota do imposto. No caso do ICMS, que é cobrado "por dentro", em muitos casos, a prática é classificada pelo especialista como inconstitucional, já que o princípio jurídico estabelece a exposição da cobrança. No Rio de Janeiro, a alíquota de ICMS é de 30% para a energia elétrica, mas com a "tributação por dentro", o imposto tem alíquota real de 43%, segundo dados da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica.

"Assumam a taxa e vejam se a sociedade aceita", disse Calmon, durante participação na II Jornada de Direito da Energia, realizada pela Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas, Escola de Magistratura do Rio de Janeiro e Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica, no Rio de Janeiro.

Outros pontos considerados como risco de elevação da carga tributária são a cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados e do Imposto Sobre Serviços nas contas de energia - o que não acontece atualmente - e a aplicação de alíquotas adicionais do Imposto de Renda para setores e atividades econômicas, de acordo com a Proposta de Emenda Constitucional 233/2008.

Calmon criticou o fato de o governo fazer uso da tributação sobre o consumo para elevar a arrecadação, em especial nos setores de energia elétrica, combustíveis e telecomunicações, considerados essenciais. O especialista lembrou que, nos Estados Unidos e na Europa, a tributação acontece sobre a renda e o patrimônio.

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José Otávio Germano
(PP-RS) vê dificuldades na redução da carga tributária

Fábio Couto,
Agência CanalEnergia

O deputado José Otávio Germano (PP-RS), vice-presidente para o setor de energia da Frente Parlamentar em Defesa da Infra-Estrutura

O deputado José Otávio Germano (PP-RS), vice-presidente para o setor de energia da Frente Parlamentar em Defesa da Infra-Estrutura, avalia que será difícil ocorrer redução da carga tributária, que é tema da reforma constitucional em curso, por conta das brechas que abrem espaço para aumentar arrecadação. Segundo o congressista, um dos desafios do debate está na adoção de medidas para "cortar mais a fundo" o pacote tributário atual, que traz maiores tarifas e grandes dificuldades para o setor, que já tem que lidar com outros entraves.

Na visão de Germano, a proposta de reforma tributária preocupa o setor porque abre espaço para aplicação de alíquotas adicionais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, e "deixa uma porta escancarada" para a criação de novos tributos, por meio de lei complementar.

Para Germano, que também participou do "Fórum CanalEnergia: Impactos da Reforma Tributária para o Setor Elétrico", a maneira de evitar elevação tributária para o setor é barrar, via Constituição, eventuais propostas consideradas impactantes.

O deputado destacou, como exemplo, a elevação das tarifas médias de energia para o setor industrial, que passaram de R$ 82 por MWh em 2001 para R$ 225 por MWh em 2007 - o que correspondeu a uma elevação aproximada de 175% no período. A multiplicação dos encargos e a elevação das alíquotas tirou a competitividade da indústria, segundo ele.

"Nenhum outro setor teve que carregar consigo essa elevação, de 2001 para cá", acrescentou. Germano salientou ainda que antes da Constituição de 1988, a arrecadação sobre o setor era por meio de imposto único, de 11%, sobre geração, transmissão e distribuição, cuja receita era aplicada exclusivamente no segmento.

O parlamentar disse também que apresentou emenda à proposta para impedir a criação de dispositivo limitador para evitar a adoção de novos impostos para energia elétrica, combustíveis, mineração e telecomunicações, como existe hoje no artigo 155 da Constituição - a proposta prevê a revogação do artigo 3°, que trata do tema.



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Sandro Mabel : reforma tributária será votada em julho

Na audiência pública, também foram abordados temas como a guerra fiscal entre os estados.

O relator da Comissão Especial da Reforma Tributária (PECs 233/08, 31/07 e outras), deputado Sandro Mabel (PR-GO), avisou em audiência pública no Congresso Nacional que seu parecer à matéria será votado em 2 de julho.

Mabel contou que pretende apresentar o relatório da proposta até o dia 27 de junho na comissão especial.

Segundo o deputado, existe interesse dos estados em aprovar a proposta. Ele ressaltou ainda que o governo vai garantir a manutenção das receitas estaduais. "Os governadores consideram a reforma tributária tão importante para o Brasil que até aceitam perder um pouquinho (...) No médio e no longo prazo, todos vão ganhar", avaliou.

O gerente-executivo da Confederação Nacional da Indústria, Flávio Castello Branco, defendeu que a reforma deve prever alíquotas menores que as atuais, considerando que a simplificação do sistema vai reduzir a sonegação e o conseqüente aumento da arrecadação. O conselheiro sugeriu que a não-cumulatividade do IVA e do ICMS seja garantida na Constituição, no lugar de leis, como prevê o texto da reforma.

Castello Branco afirmou que é preciso assegurar a transferência de créditos desses impostos para terceiros e resolver o acúmulo de créditos das empresas relativos à exportação. Ele acredita ainda que o IPI deveria ser parte do IVA-F ou ficar restrito a poucos produtos, sem alíquotas zeradas por decreto, como ocorre atualmente.

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EXPEDIENTE

Conselho Diretor
Presidente: Otávio Carneiro Rezende
Vice-presidente: Vânia Lúcia Chaves Somavilla

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Presidente: Mário Luiz Menel da Cunha
Vice-presidente: Cristiano Abijaode Amaral
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Projeto Editorial
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Jornalista Responsável: Bernardo Brandão (MTB 6817-DF)
Contatos: (61) 3327-0050 - bernardo@ptexto.com.br

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