Gerdau: Competitividade
do País cai com custos
de energia
De acordo com Jorge Gerdau, a produção industrial brasileira tem perdido competitividade no mercado internacional em
razão do aumento dos custos com energia. (leia mais) |
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Autoprodutores
estão analisando usinas do Rio Madeira em conjunto
A entrada de autoprodutores no leilão da concessão
das usinas do Rio Madeira só ocorrerá após análises feitas
pelos agentes em conjunto, sob intermédio da ABIAPE. (leia mais) |
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Abiape considera
solucionada questão relativa ao fator alfa
Segundo Mário Menel, EPE já tem posição
tomada a respeito do parâmetro, que será definido apenas com liberação dos
editais do leilão. (leia mais) |
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Rio Madeira: EPE diz
que saída de Furnas
da
disputa das usinas estimula participação
de investidores
O
presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim, contou que a
iniciativa do governo de retirar Furnas da licitação do complexo
hidrelétrico
do Rio Madeira foi um dos principais motivos para
aumentar a atratividade dos empreendimentos. (leia mais)
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Artigo: Uma minuta para
as (novas) elites
O Brasil vive um novo conflito entre
suas elites, é o que se deduz da última jornada temática do Instituto de
Estudos Econômicos e Internacionais (IEEI), dia 19 de junho, em São Paulo. (leia mais) |
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Entrevista: Maurício Tolmasquim
O presidente da Empresa de Pesquisa Energética - EPE - fala à ABIAPE
News sobre licenciamento ambiental,
fator alfa e licitação para construção de novas usinas. (leia mais) |
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Gerdau: Competitividade do País cai com custos de energia
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Crédito da foto: Divulgação
(E/D) Jorge Gerdau Johannpeter (pres. do Grupo
Gerdau), dep. José Otavio Germano (PP-RS), dep. Mendes Ribeiro (PMDB-RS), dep.
Eduardo Sciarra (PFL-PR), dep. José Linhares (PP-CE). |
Agência Câmara
O presidente do Conselho de
Administração do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, disse que
a produção
industrial brasileira tem perdido competitividade no mercado internacional em
razão do aumento dos custos com energia.
Em audiêncianpública sobre o custo
da
energia na indústria, Gerdau lembrou que a tarifa cobrada do consumidor
industrial aumentou
150% entre 2001 e 2006. No mesmo período, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variou apenas 50%.
Um dos motivos desse aumento, segundo Gerdau, foi a criação de dez novos
encargos governamentais, além dos tributos normais. Parte desses encargos devem
financiar obras como a construção de gasodutos
e a usina nuclear de Angra 3.
As declarações foram feitas no dia 4 de julho, em Brasília, durante audiência pública promovida pelas comissões de
Minas e Energia;
de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e pela
Frente Parlamentar em Defesa da Infra-Estrutura Nacional. O debate foi proposto pelo deputado José Otávio Germano
(PP-RS).
A ABIAPE foi representada por seu
presidente, Mário Menel, e pelo diretor
de Relações Institucionais, Marcelo Moraes.
Exportação de impostos
O empresário afirmou que o controle da tributação é necessário para evitar a
"exportação de impostos" - transferência da carga tributária cobrada
no Brasil para os produtos brasileiros vendidos no exterior. Em sua avaliação,
a atividade de produção de energia é viável e não precisa
de mais encargos
governamentais. Gerdau também defendeu a tributação sobre valor agregado para
evitar a incidência dos impostos em várias fases da produção, ou seja, em
cascata.
Apagão
O coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Infra-Estrutura Nacional,
deputado Eduardo Sciarra (DEM-PR), disse que está preocupado com a
possibilidade de falta de energia elétrica no futuro, o que poderia prejudicar
a produção industrial no País. Na audiência, Sciarra apontou também a
necessidade de retomar a discussão da reforma tributária para incentivar a
produção industrial. As mudanças no sistema tributário também foram defendidas
pelo deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS).
O deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), por sua vez, ressaltou a importância de
o Brasil investir em sistemas alternativos de energia, como a energia nuclear.
Ele citou como exemplo os impactos positivos no setor produtivo provocados
pelos investimentos realizados pela França em energia nuclear.
Licenças ambientais
Outra crítica do empresário Gerdau foi em relação à demora na emissão de
licenças ambientais prévias para a construção de novas usinas. Nos últimos 10
anos, segundo ele, a emissão, que deveria demorar um ano, tem levado em média
três anos.
Gerdau ainda condenou os leilões de energia nova com mais participação de
termoelétricas, uma energia ainda mais cara e poluente. Segundo ele,
é preciso
reafirmar a vocação hidroelétrica do País. "A energia é fator da cadeia
produtiva de todos os produtos. Então cada país tem que utilizar
os seus
potenciais. Quando um país tem carvão para a siderurgia ele leva vantagem sobre
o Brasil que tem minério. A Austrália tem os dois.
A China só tem carvão.
Então, se o país não utiliza suas vocações naturais, é querer plantar banana na
Argentina. Não dá."
Muito elogiado pelos parlamentares, Gerdau disse que o País vive um momento
excepcional em termos econômicos, mas considerou insuficientes os investimentos
feitos pelo governo em relação ao que arrecada.
O empresário afirmou que a
estrutura de planejamento do governo tem priorizado a gerência do orçamento,
enquanto também deveria fazer planejamento das ações.
Para Gerdau, o País precisa crescer em torno de 7% ao ano. Ele avaliou que um
crescimento de 5,5% é insuficiente, pois só vai conseguir igualar
a relação
entre oferta e procura. O empresário também afirmou que
o Governo Lula conduz a
área econômica de forma séria.
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Autoprodutores
estão analisando usinas do Rio Madeira em conjunto
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Crédito da foto:
Wilson Dias/ABr
Leilão do Madeira: Abiape será responsável por estudar edital
e pontos em comum, mas estratégias serão adotadas individualmente, segundo
Mário Menel. |
Fábio Couto, da Agência CanalEnergia,
Negócios
A entrada de autoprodutores no leilão da concessão
das usinas do Rio Madeira
(RO, 6.494,4 MW) só ocorrerá após análises feitas
pelos agentes em conjunto, sob intermédio da Associação Brasileira dos
Investidores em Autoprodução de Energia Elétrica. Segundo o presidente da
Abiape, Mario Menel, os 11 associados da instituição, que têm interesse nos
projetos amazônicos, optaram por analisar, entidade, o edital e as principais
questões em comum.
"Os autoprodutores estão estudando
o Madeira,
sim, mas não estão olhando individualmente neste primeiro momento, pois não há
sentido analisar separadamente questões que
são comuns a todos. As estratégias
empresariais serão definidas posteriormente", comentou Menel.
Na avaliação do executivo, o interesse dos associados
é grande devido
à alta demanda que apresentam. Além disso, salientou, Santo
Antônio
(3.168 MW) e Jirau (3.326,4 MW) são algumas das poucas oportunidades de
energia de longo prazo existentes no momento.
Entre os pontos que ainda demandam análises, o
executivo destacou
a necessidade de mais atenção para o meio ambiente, em especial
em tópicos como a definição do percentual de compensação ambiental a ser
considerado para os empreendimentos, as condicionantes impostas pelo Instituto
Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis,
e a regulamentação
do artigo 23 da Constituição Federal, a fim de definir
a responsabilidade dos
agentes pelo licenciamento.
Outro ponto, destacou Menel, é a questão da
governança no consórcio,
ou seja, a divisão de papéis dos sócios dentro do
consórcio, por exemplo, se o sócio será apenas financiador e/ou se entrará com
a prestação dos serviços. "Nossa preocupação não é com a governança
corporativa da sociedade de propósito específico, mas sim com o relacionamento
com
os sócios estratégicos e privados", explicou.
As associadas da Abiape são as seguintes
empresas: Alcoa, Belgo Mineira, BHP Billinton, Camargo Correa, Companhia Vale
do Rio Doce, Companhia Siderúrgica Nacional, Gerdau, Novelis, Samarco, Valesul
e Votorantim.
As associadas detêm 4,5 mil MW de participação em usinas, que
totalizam
7 mil MW de capacidade. A demanda atual dos autoprodutores passa
de
10 mil MW.
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Abiape considera
solucionada questão relativa ao fator alfa
 |
Crédito da foto: Divulgação
Segundo Mário Menel, EPE já tem posição
tomada a respeito do parâmetro, que será definido apenas com liberação dos
editais do leilão. |
Fábio Couto, da Agência CanalEnergia
O presidente da Associação Brasileira dos
Investidores em Autoprodução de Energia Elétrica, Mário Menel, considera
solucionada a questão relativa ao fator alfa, componente que determina a
participação dos autoprodutores em leilões de energia.
Segundo ele, após diversas negociações
com o governo,
a Empresa de Pesquisa Energética já tem uma posição tomada
a respeito do
parâmetro que será definido apenas com a liberação dos editais do leilão.
Mais informações sobre o assunto podem
ser
encontradas nesta edição, em entrevista
com o presidente da EPE, Maurício
Tolmasquim.
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Rio Madeira: EPE diz que saída de Furnas da
disputa das usinas estimula participação de investidores
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Crédito da foto:
Wilson Dias/ABr
Porto Velho (RO) - Vista aérea do Rio Madeira, para o qual
estão projetadas duas hidrelétricas. |
Fábio Couto, da Agência CanalEnergia,
Negócios
O
presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Mauricio Tolmasquim, contou que a
iniciativa do governo de retirar Furnas da licitação do complexo
hidrelétrico do Rio Madeira (RO, 6.450,4 MW) foi um dos principais motivos para
aumentar
a atratividade dos empreendimentos. Segundo ele, investidores interessados
em participar da disputa das usinas consideraram a presença da estatal como
um
fator de desequilíbrio no processo.
Furnas,
junto com a Construtora Norberto Odebrecht, foi a responsável pela realização
do processo de licenciamento dos aproveitamentos. Tolmasquim destacou que na
primeira fase da licitação estão liberados para participar empreendedores
privados ou estatais estaduais.
Numa
segunda fase, afirmou, o investidor que arrematar as hidrelétricas Jirau (3.300
MW) e Santo Antônio (3.150,4 MW) terá a opção de contar com a entrada do
"sócio estratégico" - BNDESPar e/ou Eletrobrás. Neste caso, explicou,
as duas estatais publicarão um aviso público, antes do leilão, com as condições
de cada instituição para entrada no negócio.
Santo
Antônio e Jirau têm previsão de entrar em operação em 2012 e 2013,
respectivamente, segundo os dados do PDEE 2007-2016. Recentemente,
o ministro
interino de Minas e Energia, Nelson Hübner, havia afirmado que três
empreendedores manifestaram formalmente interesse no projeto: o consórcio
Furnas-Odebrecht; um consórcio liderado pela Alusa, e que conta com a Schahin e
empresa chinesa Citic, entre outras, e o consórcio Amazônia Madeira Energética
(Amel) - liderado pela Camargo Corrêa.
Na
ocasião, Hübner havia afirmado ainda que tinha conhecimento da formação de um
quarto grupo, composto apenas por autoprodutores. Tolmasquim, que apresentou
detalhes do Plano Decenal de Expansão
da Energia Elétrica 2007-2016 na
última terça-feira, 3 de julho, revelou
que há empreendedores do porte da Suez
interessados nas usinas.
Transmissão - Ainda de acordo com Tolmasquim, o governo está
avaliando as propostas relativas à alternativa de conexão das usinas do
complexo do Madeira com o Sistema Interligado. Nesse sentido, a meta do governo
é licitar a transmissão da usina oito meses após a realização do leilão.
Na visão de Tolmasquim, o sistema de
transmissão não deve passar pelos entraves ambientais que envolvem as usinas.
"O trajeto é tranqüilo, pois as linhas passam por estradas", afirmou.
As linhas têm percurso de 2,5 mil quilômetros entre os estados de Rondônia e
São Paulo.
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Artigo: Uma minuta para as (novas) elites
 |
| Crédito da foto: Divulgação |
Paulo Ludmer
Jornalista, engenheiro, professor de Comunicação da FAAP, consultor e escritor
www.pauloludmer.com.br
O Brasil vive um novo conflito entre
suas elites, é o que se deduz da última jornada temática do Instituto de
Estudos Econômicos e Internacionais (IEEI), dia 19 de junho, em São Paulo,
coordenado pelo engenheiro
e ensaísta Gilberto Dupas. O contencioso
se origina
na recente popularização das elites, nome de batismo creditado ao emérito
cientista social, ali presente, professor Leôncio Martins Rodrigues.
Entre os pensadores reuniram-se, neste diálogo, doutores multidisciplinares:
André Singer (USP), Luciano Martins,
J. Giannotti (USP), L. Bresser Pereira
(FGV) e uma longa lista de célebres intelectuais, identificando e pensando
sobre as novas presenças no topo do poder, da riqueza, do conhecimento, da
religião, da informação e de outros segmentos de comando social.
Apenas para ilustrar novos ingressos na esfera de influência do país,
nela se
apresentam agora as igrejas pentecostais, os líderes sindicais
na direção das
estatais e governos, os trabalhadores rurais e urbanos,
sem-terra e sem-teto;
os milionários atletas e dirigentes dos esportes;
as celebridades meteóricas da
e na mídia; e assim por diante, além dos Marcola e Beira-Mar que proliferam
intrusos na vida nacional, dentro
e fora dos presídios.
Um diagnóstico comum a todos: não se oferecem projetos de país e de nação,
sejam oriundos do empresariado, sejam do governo, ou das novas figuras da
elite. Observo que tudo o que o Palácio do Planalto celebra são atos de
aparente distribuição de renda, Bolsa Família, Luz para Todos, Crédito
Consignado e que tais — a obsessão pelo extrativismo de recursos,
principalmente, do consumidor e da cadeia produtiva, destruindo ao mesmo tempo
postos de trabalho, investimentos e oportunidades.
As grandes lideranças industriais estão às voltas com as urgências conjunturais
importantes à sua sobrevivência. O melhor exemplo é o bom combate das
principais empresas consumidoras de energia e seu Programa de Energia
Competitiva (PEC), sob a liderança do empresário Jorge Gerdau Johanpeter (cuja
visão e missão pessoal o mantêm combatente, uma vez que individualmente não
carece disso).
Sob a égide da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais e de
Consumidores Livres de Energia (Abrace) e da Associação Brasileira
de Auto
Produtores de Energia (Abiape), lideranças industriais vêm demonstrando, ao
presidente Lula e a seus principais ministros,
os estragos que os elevados
preços da energia e os da adoção
de fontes energéticas poluentes fazem no
Brasil.
Há outros exemplos de ações coletivas urgentes da elite empresarial, com visão
nacional, como a desenvolvida pelos grandes usuários do sistema portuário
(Comissão de Portos); assim como se registra o empenho do Fórum das Associações
dos agentes da cadeia da energia, para debelar
o manejo de aspectos do meio
ambiente, em prejuízo do desenvolvimento auto-sustentado do Brasil, além de
outros movimentos.
Porém, não há consenso, mas contenciosos, entre as elites da mesma cadeia
produtiva. Prevalecem choques entre as elites financeiras, rurais, comerciais,
industriais e de serviços. São paralisantes os escopos entre
a cidade e o
campo. Vale dizer, a fração do capital, dentro da renda bruta nacional, está
longe de um consenso por um projeto de nação.
Esse vácuo vem sendo preenchido por agentes distribuidores de renda de curto
prazo, a gosto dos socialistas inspirados em Chávez, enquanto,
uma vez na
elite, nela querem permanecer com suas benesses, tais como: moradia e serviços
médicos diferenciados, previdência, ingressos de recursos superiores aos do
passado, mais viagens, transporte individual, status e benefícios diversos.
Apenas para ilustrar: o professor Leôncio Martins estudou (e cotejou),
de modo
agregado, o patrimônio declarado dos parlamentares no Brasil.
É de estarrecer.
Quando um parlamentar não é reeleito, o Estado se apressa para colocá-lo em
conselhos de administração de estatais ou
nas suas diretorias, nas autarquias
ou cargos comissionados.
A ortodoxia na macroeconomia, herança (não maldita) do governo FHC, assegurou
paz e previsibilidade nas contas nacionais, ajudada pelo escalpo (via encargos
e tributos) do cidadão brasileiro. Desse modo, provavelmente, as primeiras
lufadas de crise doméstica e internacional acenderão conflitos entre as
diversas elites, testando as neófitas.
Até porque nenhuma desenhou o seu
Projeto Brasil, a menos que o recém-empossado estrategista do governo Lula,
professor Mangabeira Unger, rapidamente apresente ao país uma minuta.
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Entrevista: Maurício Tolmasquim
 |
Crédito da foto: Divulgação
Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa
Energética – EPE. |
Abiape: Até que ponto problemas como o atraso no cronograma das obras das usinas do Rio Madeira
e as liminares que paralisaram
a construção de Estreito podem comprometer a geração de energia no Brasil em médio prazo?
Mauricio Tolmasquim: As liminares judiciais que paralisavam a obra da usina de Estreito já foram derrubadas, e nós esperamos que não haja nenhum outro empecilho que atrase
a construção do empreendimento
até o final de 2010. Com relação às usinas do Rio Madeira, espero
que a licitação aconteça até o final de setembro. Desta forma,
a hidrelétrica Santo Antonio poderá iniciar sua operação no ano de 2012.
Abiape: A EPE estuda soluções técnicas que resultem na redução de custos na construção das usinas do Madeira?
Mauricio Tolmasquim: A EPE está fazendo uma série de estudos sobre
o empreendimento, tanto do ponto de vista técnico quanto econômico,
e as análises feitas até o momento indicam a possibilidade de redução de custo. Entre os fatores que podem reduzir o valor está a possibilidade de redução no contingenciamento na incidência do item eventuais, que no projeto original está em 10% e nós achamos que pode cair para 7%;
a redução das taxas de incidência de cimento e aço, que estão acima dos padrões corriqueiros; a redução dos custos unitários de parte dos serviços de materiais; redução do tempo de recorrência nas obras provisórias; além de outras possibilidade de redução de custo do projeto. Outro ponto que estamos considerando é a não construção de um aeroporto, já que
se poderá utilizar a estrutura de Porto Velho para a logística necessária.
Esses são alguns dos exemplos que fazem com que, a preços de dezembro de 2006, o custo atualizado proposto pelo Estudo de Viabilidade caia
de R$ 11,9 bilhões para R$ 8,2 bilhões.
Abiape: Como ficará a questão do fator alfa no edital dos próximos leilões de energia nova, que, na opinião dos autoprodutores, os impediu que participassem até agora?
Mauricio Tolmasquim: Já no último leilão que ocorreu o fator alfa foi praticamente zero e a idéia é que seja mantido bastante baixo, de forma
a possibilitar a aquisição de usinas hidrelétricas por autoprodutores.
Abiape: A modicidade tarifária continua sendo objetivo principal a ser alcançado com a construção do complexo hidrelétrico do Rio Madeira?
Mauricio Tolmasquim: O objetivo é que o Complexo Hidrelétrico
do Rio Madeira saia ao menor preço possível.
Abiape: O que a EPE vem fazendo para melhorar o financiamento
de projetos do setor elétrico junto ao Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)?
Mauricio Tolmasquim: Eu já tive conversas com o Luciano Coutinho (presidente do BNDES), e a instituição está analisando no momento
a possibilidade de um financiamento especial para termelétricas,
já que para as hidrelétricas nós já tínhamos conversado com o presidente anterior e o banco, pouco depois, passou a adotar condições especiais.
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EXPEDIENTE
Conselho Diretor
Presidente: Otávio Carneiro Rezende
Vice-presidente: Vânia Lúcia Chaves Somavilla
Diretoria Executiva
Presidente: Mário Luiz Menel da Cunha
Vice-presidente: Cristiano Abijaode Amaral
Diretor de Relações Institucionais: Marcelo Liviero C. de Moraes
Projeto Editorial
Profissionais do Texto e CanalEnergia
Jornalista Responsável: Bernardo Brandão (MTB 6817-DF)
Contatos: (61) 3327-0050 - bernardo@ptexto.com.br
ABIAPE - Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução
de Energia Elétrica
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Tel: (61) 3326.7122
Fax: (61) 3327.0925
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